As coisas simples

Um post rápido para uma semana idem.

Vi esse artigo sobre Chris Ware hoje mesmo, achei que vale uma leitura para todos que acham que um comic sempre tem que ter aqueles caras pulando de prédio em prédio.
Agora se você não curtiu nem o vídeo de Serge Gainsbourg(1928-1991), nem o artigo sobre Chris Ware(1967-), eu tenho um vídeo que você vai amar, uma apresentação – agora clássica – de Andy Warhol(1928-1987):

the power industry

Não sei porque, mas alguns dias são mais difíceis de escrever que outros, é como desenhar, não que esteja virando um romântico e esperando pela inspiração, mas é que são tantas as coisas que me assaltam os olhos e me distraem que eu fico sem saber para que lado olhar.

Não está bom ainda? Continue desenhando.

Bem, agora retomando o assunto do título, assunto esse que também comentei em uma aula essa semana, o poder da indústria de consumo. Ora bolas, que diabo, essa grande rede de informações que é a internet está cada vez mais tomando o espaço que seria usado em coisas mais preciosas, desde conversar com um amigo a ler um livro, ou no meu caso desenhar mais. O problema não é a internet, sou eu, eu e a maneira como deixo me levar pelas imagens que me assaltam o olhos, que pulam no meu inconsciente e detonam desejos que nunca estiveram ali antes! Claro que tudo com um apelo maravilhosamente trabalhado, feito especialmente para massagear meu cérebro, induzindo ao consumo desenfreado e obsessivo. E como sou fraco! Não que eu saia comprando a rodo o que vejo pela net, mas como pode esse tipo de sugestão acertar tão bem? Um exemplo é essa camiseta abaixo:

Me acertou em cheio.
Certo, outro ponto interessante desse consumismo é como surgem, ou são descobertos no caso, novos ídolos, principalmente no terreno da arte, que é onde quero chegar. Conhecem Vivian Maier (1926-2009)? Vivian foi babá em quase toda sua vida adulta, ela era quase uma reclusa, exceto pelo seu hobby(?) de fotógrafa amadora. Não tão amadora na verdade. Eis que seu trabalho é descoberto em um leilão e  – resumindo – descoberta como uma grande observadora de seu tempo, daquelas com um olhar singular sobre a vida e o impacto dela no indivíduo humano. Eu adoro o trabalho dela, adoro mesmo, mas será que ela desejava tudo isso? Não sei como dizer isso sem soar ofensivo, ou chato, mas não sei até onde vai esse discurso sobre ela. Bem… de certa forma eu aprecio esse relativo sucesso, pois com ele podemos apreciar o documentário que vem aí, abaixo o trailer:

Para saber sobre o documentário Finding Vivian Maier, clique aqui.

Bem, é isso, bom final de semana.

PS:. Gostou da camiseta Ralph Lauren? Eu vi aqui.

Uma semana cheia

Mais um número da Merda Magazine, saindo com um certo atraso, principalmente por minha causa, mas deixa disso e dá uma olhadinha lá:


Para fazer o download da revista e ver o conteúdo a qualquer momento clique aqui!

Voltando, vi no tumblr da Drawn & Quarterly que a Diane Obomsawin está com novo site e álbum, gosto do traço dela.

Vale a visita, principalmente se você curte desenhistas de linha clara, se você acompanha meu blog, sabe que eu já falei dela aqui.

Por falar em desenhistas de linhas claras, Sascha Hommer finalmente atualizou alguma coisa em seu blog. Já o seu conterrâneo Arne Bellstorf parece que sumiu da rede!

Ainda sobre quadrinhos; O Rafael Sica está atualizando mais o seu flickr agora, então corre lá e dá uma olhada!

Por falar nisso o Daniel Og postou uma história curta, divertida e finamente desenhada, dá gosto de ver as hachuras desenhadas por esse cara! Clique e visite o blog dele.

Vai dizer? Esse tubarão ficou fino que só vendo. E o Laerte? O Laerte continua sendo ele: O Minotauro que cansou de comer meninas virgens!

Essa semana ainda fui surpreendido com algumas imagens que permanecem em minha cabeça, como aquelas obsessões que perduram.

A primeira delas é uma pintura de Jack Smith (1928-2011), “Mãe banhando seu filho” de 1953, assustadoramente impactante, pesada e crua, aquelas sensação de ilusão diante da realidade e da extrema miséria humana.

Para saber mais sobre Jack Smith, clique aqui.

A segunda é a forma como Travis Collinson desenha os corpos e principalmente as faces de seus retratados, como bonecos, ou alguma coisa de porcelana, um ar que me lembra os primeiros desenhos e pinturas de Lucian Freud, mas que adiciona a sensação de estranheza e desconforto, utilizando-se de poucos recursos e uma limpeza na composição.

Acima a pintura “Two Arms” de 2011, para ver mais e conhecer esse trabalho meticuloso visite o site do cara aqui.

A terceira é uma pintura de Théodore Roussel (1847-1926), que me lembra uma outra pintura que estou a cata do artista responsável a muito tempo, essa que se chama  “a garota lendo” data de 1886-1887.

E por hoje é isso, um bom final de semana a todos.

Pontos & pontos


Mais um desenho da série “sou louco por pontos”.
Eu realmente tenho um prazer descomunal com esse trabalho, gostaria de poder dedicar mais tempo do meu dia a esse tipo de desenho, mas por causa dos demais compromissos acabo dedicando apenas uma hora por dia. Pode parecer um absurdo, mas é revigorante esse tipo de desenho. Acho que é uma das únicas formas de trabalho pesado – pelo menos no meu caso – que são relevantes para as outras áreas de minhas pesquisas em arte.
Os pontos funcionam como um textura; a distância me dá uma sensibilidade que aprecio, além de definir a forma, elemento fundamental das minhas resignificações. apesar de usar nenhuma cor nesse processo eu sei que a cor está ali, esperando pelo momento certo de aparecer.
O ângulo fora do comum também me atrai muito, é uma das expressões que ainda não mudaram em meu processo.
Fora que adoro um retrato bem acabado.
Me empolguei tanto que comecei uma série de retratos da Juliana, vamos ver quantos eu consigo terminar esse ano.