Resposta

Olá Sá!

Que bom reler você, nesse frio aqui, e acredito que aí também, apenas um movimento intlectual intelectual já nos basta para ficarmos aquecidos.

Bem, vamos lá: não sei se me perguntei em qual dimensão essa narrativa ocorre, imaginando que ela ocorra em alguma outra dimensão, ou mesmo na nossa, é irrelevante esse ponto. Pois é sobre o nada que estamos discutindo. E o nada é o “todo”. Qualquer tentativa de explicar de forma coerente os acontecimentos que ocorrem em nossa percepção se dá pela nossa percepção, e consequentemente estamos na dimensão da qual falamos, mas podemos visitar dimensões imperceptivas apenas treinando nossa recepção. Isso é certo?
De  certa forma já estamos, os dois visitando o nada, na medida que nosso debate se dá no/sobre “nada”, e não estou falando da interminência de nosso debate em um terreno virtual. Já que sabemos que de virtual ele nada tem, pois o todo dele engloba de forma dinamica o nada da subjetvidade física.

Acho que todos visitamos essa parte do cérebro que transmite e desencadeia os acontecimentos mais aloprados, em devaneios irritantes e descompasados, pela infamia realidade, as vezes sinto que tudo que escrevo não faz sentido, se o ficzer é apenas por que deixei de pensar e encontrei-me, sentado ali na ponte, tendo a minha frente a chave, único impedimento de alcançar o outro lado, onde repousa o dragão, observador silencioso e cancerigeno.

Engraçado, acho que finalmente chegamos na metafora perfeita para o nada…uma rede no mar. Um imenso e complexo sistema independente da rede, que está ali, a despeito de tudo, nele convergem várias formas de vida, que coabitam juntas em niveis de maior ou menos grau, umas mais proximas da luz e outras em locais que nosso vocabulario sequer seria compreendido, pois a menção de “contato”, “forma”, “luz”, sreia demasiado impossivel! Essas dimensões são independentes das demais e mesmo assim são arrastadas por algo que elas não sabem, ou preferem desconhecer, a corrente, que as impulsiona por caminhos nunca antes imaginados. Quem sabe nessa corrente um ou outro se prenda a rede, e apesar de todo o mal que isso possa parecer para nossas mentes primitivas, é nesse momento que o jogo verdadeiro se manifesta. Vida, morte, são apenas números em um dado.

Não existe concentração, né? Na verdade todos os grandes ensinamentos se baseiam em não pensar, em ficar no meio, em ser justo. Apenas convenções fisicas, de corpo mesmo, é dificil se desprender do tempo e do espaço se não somos capazes de desligar nossos sentidos, e olhar é tão mais facil! Tão descomplicado! Acho que respirar sim me leva ao nada, e ele a que eu respire.

Hum, nunca tinha pensado nessa do chaveiro! Parece que agora faz sentido. A ponte, o dragão…a espero que estou fazendo ele passar.

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A missão de Juliana era essa? Manifestar?

O mais engraçado dessa narração é que ela se dá em todas as culturas em maior e menor grau, sendo relevante apenas o final. Ninguém pensa no todo, como isso começou por exemplo? Como ele pode estar ali? Ou maior, por que ele está preso ali, se existe outras coisas mais interessantes. Somos seres mesquinhos, não? Presos aos ossos de nossa vida material, servos de nossos apegos físicos.

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Bom…entremos na preleção.

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Resposta a: A Chave Analógica – (3ª parte)

3 Respostas para “Resposta”

  1. A missão de Juliana era detectar! Aquilo que se manifestava necessitava ser definido como o objeto de interesse de Gerson! Talis, e eu, como se verá mais tarde, tínhamos uma missão, digamos, complementar! Uma vez localizada a força (que num ponto da narrativa foi designada como anomalia) deveríamos…mas isto faz parte da continuação! Tudo a seu tempo…
    Quanto à questão dimensional eu lhe faço uma pergunta: Se concordamos que a arte sofre de um mal: a comunicação mental nem sempre consegue se transformar em uma comunicação sensorial, o que é a contemporaneidade? E as Entranhas se situam em que dimensão? Você duvida da existência espaço-temporal dos persosagens da Chave Analógica? Em nenhum momento você questionou o argumento da narrativa, apenas o nada. Este é o vilão enexistente que faruda a história e portanto a anula (como todo bom nada deve saber fazer!). Mas você mesmo, num insight, cita a metáfora: “…uma rede no mar”. Em que dimensão estará este mar?

  2. Detectar!!!
    Mas como? Ela já sabia o que tinha em mãos?
    A contemporaneidade cronologica ou artistica? As entrahas? Sabe que nunca pensei nisso? Talvez seja uma tentativa de relativizar o comportamento artistico em mim mesmo, construindo à partir dele mesmo, sem impulsos internos, ou seja, sem beber em fontes pré-existentes, por consequencia acredito que não seja uma saída formal, portanto parte do campo das ideias, não sendo dessa dimensão.
    Não eu não duvido da existência dos personagens, na verdade eu creio mais do que você pode imaginar acho. Boa pergunta, eu não sei em que dimesão se encontra essa narrativa. Imagino que você saiba?

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