Nada entenderemos.
Nossa. Dessa vez não posso deixar de escrever nesse exato momento. Em que li, pensei e digeri todo o texto que você escreveu.
claro que seria impossível descrever tudo, então parto para os itens mais relevantes, que me chamaram mais a atenção:
A mudança não seria algo premeditada, claro que a teoria da sincronicidade seria um mero coadjuvante? Ou não? Até onde sua mudança não foi um meio para um fim? Não que o plano tenha sido esse, mas não seria uma atração? Uma coisa mais forte que o nada?
Em termos filosoficos, há liberdade artística nesse relato? Acredito que sim.
Se todos partimos para esse/essa dimensão que você encontra nos sonhos, mesmo que de forma automatica, quer dizer que todos conhecemos esse lugar, certo? Então partindo desse primcipio todos sabemos de tudo, mas a verberação das forças é que define se vamos ou não entender esse sistema?
Gerson sabia de sua presença, então ele já sabia do todo?
Agora chegamos ao apogeu?
Claro que pensar em termos de ir e vir, no sentido físico da coisa, é apenas estar com uma vontade aparente de aceitar, ao aceitar o que vemos damos forma a nossa realidade, quando uma ou mais pessoas aceitam, é a realidade? Ou não existe realidade?
—————————
Resposta da: A Chave Analógica (5ª postagem)
14 Julho, 2009 às 2:01 pm
O que existe é a sincronia! Nós vivemos num artifício sincronizado. Deslocando-se (e aqui entram os meios, os métodos, o extra-sensorial, e, inclusive, algumas neuropatologias, como a esquizofrenia) você entra em outro estado vibratório qualquer, perceptível por uma outra fração dos 90% do cérebro que você acha que não usa. Isto pode ser voluntário ou escapar de seu domínio. Este outro estado pode ser um destino premeditado ou uma surpresa qualquer. Você pode andar ou cambalear. Mas sempre será um salto para uma loucura aos olhos de quem não compartilha com você aquela sincronicidade.
Não compreendi os pontos cruciais vivenciados. Acredito que o pleno entendimento só é possível quando não há o deslocamento. No deslocamento você vivencia, mas não consegue entender. Se você persistir na tentativa de equacionar não salta. A sincronia é necessária para a vida de relação e a compreensão compartilhada dos fenômenos naturais permite a interatividade, e a vida, entre as pessoas. Imagine o inverso!
É claro que cabe liberdade artística neste relato! Mesmo porque o que não pode ser entendido necessita desta liberdade para ser expresso…!
Até!
14 Julho, 2009 às 2:48 pm
Então uma sincronicidade é muito boa nesse aspecto de compreensão? Pois senão existe a possibilidade de entender, ou e ao tntar entender escapamos da compreensão, e ao esquecer, ou alcançar o nada, ou sej lá como os budistas chamam, estamos finalmente entrando na comprensão do todo. Nada. É preciso estar livre para compreender o todo, e vazio, para que essas sincronias atravessem nosso eu, em contrapartdida estamos a todo momento sendo ensinados da forma contrária, a perceber e a entender. Por isso a tentativa de equalificar a sincronicidade, o que mais chama a atenção nesses fatos é a tentativa de transformar as coisas não em algo “descontrolado”, mas em algo que possa ser controlado, de preferência no momento que a gente deseja. É complicado porque quando passamos por uma experiência dessas somos tentados a ter esse poder no momento que desejamos, pois a sensação é muito boa, e nos conforta saber que temos o controle do entorno, seja fisico/tempo, ou apenas subjetivo/atemporal. Esse poder atrai, não sei se poder é a palavra correta.
Consegui me fazer entender? Às vezes nem eu sei direito como chego nessas conclusões.
15 Julho, 2009 às 1:06 am
No deslocamento há uma percepção alterada pois estamos fora da sincronicidade convencional. É possível usufruir desta percepção mas não incorporá-la como um conhecimento integralmente equacionável e lógico, dentro dos padrões da dimensão usual. Quando se tenta a compreensão racional, é quebrada a ponte que permitiu o deslocamento. “O elástico se rompe”! Você não consegue explicar a percepção alterada com os termos da percepção comum. Mas as explicações são irrelevantes. O barato é o vôo.
O controle é difícil (tanto que as vezes é perdido por longos períodos); e não é um poder; é uma capacidade comum que qualquer um pode dominar. A visão da aura é outro papo. O clímax da história dispensaria nesta altura da vida (pois já gastei todas as minhas safenas). As chaves existem, e conheço uma chaveira!). Os nomes (exceto o de Gerson e o meu próprio) foram mudados. Fora Alexandre, que morreu da forma descrita, todos os demais estão bem vivos, e, como é de se supor, têm suas histórias para contar….!
16 Julho, 2009 às 3:55 pm
Ser racional é ser preso a máteria, é isso? E a matéria se assume mais forte que nossos pensamentos irracionais, que são aqueles que não cultivamos, não imaginamos. Quando falo em poder, não é aquele poder de filmes, ou de video-game, mas a capacidade de acreditar em algo mais forte, mesmo fora da nossa compreensão, que na maioria das vezes agride e oprime o senso comum. (acabo de ser interompido, já percebeu que sempre que estamos em um fluxo de pensamento um cara que não tem nada aver com nada aparece e nos tira da nossa realidade e tenta nos atrair para a dele? Mas bem voltando). Uma chaveira! Very cool! Como fazer para encontrar essa dona? Ela atende em horário comercial?