
Por motivos que nem sei ao certo, e inspirado em alguns desenhos de William Kentrindge, comecei a desenhar diretamente em livros. Essa forma de estudo me levou ao meu trabalho de monografia, os Livros de Artistas:
[...] livro de artista pode mesmo designar tanto a obra como a categoria artística; (2) o conceito é ainda muito problemático, pondo em xeque pesquisadores com pesquisadores, artistas com artistas e pesquisadores com artistas, além de envolver outras especialidades, como estética, literatura, biblioteconomia e comunicação; (3) que a concepção e execução pode ser apenas parcialmente executada pelo artista, com colaboração interdisciplinar; (4) que não precisa ser um livro, bastando ser a ele referente, mesmo que remotamente; e (5) que os limites envolvem questões do afeto expressada através das propostas gráficas, plásticas, ou de leitura. (SILVEIRA, 2001).
Para nomear o livro eu segui a explanação de Clive Phillpot:
Livro: coleção de folhas em branco e/ou que portam imagens, usualmente fixadas juntas por uma borda e refiladas nas outras para formas uma única sucessão de folhas uniformes.
Livro de arte: livro em que um artista é o assunto.
Livro de artista: livro em que um artista é o autor.
Arte do livro: arte em que emprega a forma do livro.
Livro-obra: obra de arte dependente da estrutura de um livro.
Livro-objeto: objeto de arte que alude à forma de um livro. (SILVEIRA, 2001)
Para apreciar o Livro Obra, clique no nome correspondente.
Bibliografia
SILVEIRA, Paulo Antonio. A Página Violada: da Ternura a Injúria na Construção do Livro de Artista. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2001. 320p. il.


Pingback: ‘ode aos Amores’ « alan cichela
Pingback: ‘ode aos Amores’ « alan cichela
+1